Che – O socialismo e o homem em Cuba

Foi acrescentada em nossa biblioteca marxista a carta de Che Guevara com o título “O socialismo e o homem em Cuba”.

O texto foi sugerido e enviado pelo companheiro Rafael Agostinho, estudante do curso de ciências sociais da UMESP, a quem agradecemos a contribuição.

Vem em boa hora, no momento em que Cuba e a Revolução Cubana são alvos de intensa campanha internacional imperialista, que busca ingerir na soberania do país sob o pretexto da defesa da liberdade e da democracia.

A morte de um preso que fazia greve de fome foi o que desencadeou essa campanha.

Um manifesto de intelectuais, que subscrevemos, rodou o mundo denunciando essa campanha vil  e solicitando que as potências européias e os EUA soltem também seus presos políticos e deixem de ingerir nos negócios internos dos países que estão sob sua influência, por vezes forçada e, no geral, violenta.

O debate sobre o regime cubano, a análise crítica sua história e as possibilidades que estão abertas deve ser feito, sempre, tendo como pressuposto que Cuba representou e representa ainda o que há de mais avançado na América Latina no sentido do socialismo. Tratar cuba e a revolução cubana como uma pura e simples ditadura, fazendo vista grossa ao bloqueio econômico que sufoca a ilha há décadas e a pressão imperialista é fazer coro com a burguesia e com o imperialismo, e não a reflexão séria que, ao mesmo tempo, torce para que os cubanos avancem nas conquistas da revolução e na construção socialista.

A seriedade que se defende aqui não é cega a problemas da atualidade cubana, mas é totalmente avessa às análises simplistas que classificam a rica experiência cubana como uma ditadura de república de bananas.

Alguns agrupamentos da esquerda brasileira caem nesse equívoco, da mesma forma que condenam simplesmente as experiências que constroem o povo da Venezuela sob o comando do presidente Chavez.

Não é a toa que esses grupos, em momentos diversos e mesmo sem querer, se vêm do mesmo lado do que há de mais retrógrado e de direita na política brasileira. A extrema esquerda, assim como o avesso do avesso, além de infantil, como dizia Lênin, está sempre no colo da direita e é igual a ela.

O PCB lançou recentemente notas políticas contra a campanha imperialista contra Cuba e o povo venezuelano, numa posição que demonstra a compreensão, madura e militante, de que os equívocos devem ser analisados por nós pela esquerda e de que, militantes que somos do mesmo lado da trincheira, torcemos e trabalhamos no que é possível para o sucesso dos nossos irmãos latinoamericanos.

Viva  Cuba e a Revolução Cubana!

Abaixo o imperialismo!

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