FARC-EP: “Somar e unificar a rebeldia do povo colombiano por mudanças”

DECLARAÇÃO PÚBLICA

SECRETARIADO DO ESTADO-MAIOR CENTRAL DAS FARC-EP

Montanhas da Colômbia, 22 de julho de 2012.

A situação atual do país e as tarefas necessárias

Recentes acontecimentos de profunda repercussão nacional colocam em evidência que a imagem dessa Colômbia paradisíaca, que os últimos dois últimos governos se encarregaram de difundir internamente e no exterior, nada mais é do que uma criação midiática e virtual, inventada com o objetivo de atrair o capital transnacional em crise em outros lugares, e animada pelo deliberado propósito de enriquecer uma elite local privilegiada local, em grave prejuízo dos interesses das grandes maiorias colombianas e de nossa existência mesma como uma nação soberana.

O estado da economia

Sérios analistas independentes e oficiais registram com alarme a vaidade incrustada na afirmação de que a economia nacional desfrutava de blindagens suficientes ante a crise mundial. O suposto crescimento econômico abundante e ininterrupto, que uribistas e santistas difundiram presunçosa e repetidamente, começa a dar mostras palpáveis de desaceleração e retrocesso, alertando ademais sobre o perigo iminente que significa ter apostado em um projeto de desenvolvimento fundado no setor primário exportador mineiro e agroindustrial, quando o que paira no horizonte é a queda na demanda e os preços internacionais.

Havendo aprofundamento desta tendência, a economia colombiana, já por si só golpeada por mais de vinte anos de abertura econômica e submetida à desindustrialização por causa do agravamento das políticas neoliberais, arrisca ser esmagada por completo com a vigência plena dos tratados de livre comércio com os Estados Unidos, União Europeia, Coreia do Sul e demais pactos ansiosamente buscados e assinados. O benefício dos setores relacionados ao comércio de bens de consumo e serviços do primeiro mundo não vai compensar a ruína do empresariado nacional, da agricultura, do gado, e menos ainda vai melhorar a vida de milhões de desempregados e trabalhadores informais que pululam por todo o país.

Juan Manuel Santos com a gerência da transnacional espanhola TCB em Buenaventura, inaugurando o novo megaporto. Durante o evento morreu um bebê indígena a poucos quilômetros do local, pro falta do direito humano à saúde, medicamentos e assistência.

O regime fiscal de privilégios escandalosos e extremas facilidades competitivas que os governos recentes estabeleceram em favor do grande capital, unido à crescente debilidade da produção nacional, apontam para o esvaziamento dos cofres do Tesouro em favor do aumento da perniciosa dependência de crédito externo. É visto com os exemplos de nações européias, afundadas até o pescoço na crise financeira, que os credores internacionais carecem completamente de decência. Aqui também serão os trabalhadores e as pessoas despojadas de pensões, subsídios, bem-estar social, serviços de saúde e educação, que vão colocar o dinheiro para pagar a dívida. Suficientes evidências impedem que ignoremos esta dolorosa realidade

A Colômbia real é um país governado pelas imposições das instituições multilaterais de crédito, com um modelo econômico totalmente a serviço dos capitais transnacionais, um governo obcecado com o enriquecimento rápido dos grupos econômicos que representa, forças militares subordinadas ao mando do Exército dos Estados Unidos e uma população majoritariamente imersa na desesperança. Não só representamos o país com a maior desigualdade do continente, mas também os índices de pobreza e miséria, de desemprego e informalidade, de corrupção política e violência, nos envergonham diante do mundo.

A conjuntura política

Além disso, o episódio embaraçoso posto a descoberto com a frustrada reforma da justiça, o processo na América do Norte do Geral Santoyo, a detenção para extradição do traficante Camilo Torres, as eleições do Valle,  as acusações e captura de Sigifredo Lopez, a posse do General Naranjo como assessor no México, a publicação do vídeo de Romeo Langlois, a rebelião indígena e camponesa do Cauca contra a ocupação militar e até a derrubada do avião Supertucano no tempo em que Santos celebrava o seu conselho de segurança em Toribío, compõem alguns dos fatos de maior impacto político com os quais a Colômbia inteira aterrissa do mundo de ilusões forjado largamente pela propaganda oficial.

Nada de exemplar e respeitável ficou de pé das chamadas instituições democráticas colombianas após o episódio da reforma da justiça. O Congresso da República, o Poder Executivo e o Judiciário mostraram toda sua mesquinhez, hipocrisia e corrupção. Como se isso não fosse suficiente para o mercado de interesses pessoais que possibilitou a total impunidade da narcoparapolítica, os saqueio dos cofres públicos e a arbitrariedade da burocracia uribista, o Presidente Santos, chafurdado em suas próprias fezes, optou finalmente por violentar mais uma vez mais a Constituição de 91, em seu afã para manter um duvidoso prestígio visando a reeleição.

O Poder Mafioso Violento a serviço da oligarquia

A Colômbia real se debate em meio ao trama do seu colapso econômico, institucional e político, com os pés e as mãos atados por um impressionante aparato militar, paramilitar e policial, ao que se soma o mais descarado divertimento midiático que pretende ocultar a gravidade do que ocorre. Nossa nação não conta sequer com uma constituição, acabam de desfolhá-la e pisoteá-la debaixo dos narizes de todos. Os grandes centros do poder mundial nos condenam a ser um país atrasado e dependente, fornecedor barato de recursos naturais, enquanto a oligarquia responsável por cumprir fielmente tal propósito se prepara para abocanhar a melhor fatia.

A luta de Uribe e Santos

Não pode ser entendida de outra forma a disputa entre o ex-presidente Uribe e o governo atual. Nenhuma diferença ideológica os separa. Tampoco, como é visto, nenhuma prática política. O uso excessivo de violência indiscriminada que caracteriza abertamente o primeiro e que o segundo modera apenas no discurso, tem sua origem em seus  tradicionais nexos com a máfia narcoparamilitar de que o presidente Santos tentou em vão se distanciar. Ali nasceu a fúria uribista contra a lei das vítimas e da restituição. Assim como sua oposição frenética a qualquer tipo de conversa com as FARC. Na sua concepção, não cabe uma ideia política distinta das suas.

O cargo público e uma maior cota de poder alimentam o fanatismo de Uribe. A guerra declarada nem sequer chega a uma renúncia formal de sua participação ministerial ou de outras altas posições no Estado. Uribe, que em seus mandatos teceu a rede de privilégios ao capital internacional, teme que Santos a rasgue logo depois do anúncio de uma reforma tributária que fez gritarem os ricos. Por isso, sua ruptura resulta propícia a estas alturas. Tudo seguirá como está. Além disso, Uribe necessita blindar-se com um governo incondicionalmente contrário a qualquer reforma judicial futura. Santos já não lhe inspira confiança.

Aqui surge o outro aspecto da farsa publicitária sobre os êxitos da segurança democrática: a suposta derrota do narcotráfico obtida com o Plano Colômbia. Os últimos governos venderam esta ideia para o mundo e agora vem a se descobrir a escandalosa verdade. A única coisa que se fez foi a sucessiva alternância do negócio entre uns e outros chefes enquanto a Polícia Nacional aparece envolvida nos mais altos níveis hierárquicos com a rede de narcoparamilitares. Santoyo, o inseparável chefe de segurança da Álvaro Uribe Vélez e o ex-chefe anti-narcóticos da Dijín, General Cesar Pinzón, são apenas os primeiros nomes da longa lista.

O que Naranjo vai fazer no México? Por acaso é para servir mais de perto aos cartéis mexicanos? O DEA tem por objetivo realizar naquele país uma experiência semelhante à que fracassou na Colômbia. E, pelo visto, leva os homens ideais para isso. Ao fim e ao cabo, para os EUA nunca houve o interesse pelo fim do negócio, mas sim de usá-lo como um pretexto para suas intervenções políticas. A recente tentativa de investir de impunidade o parlamento e altos funcionários públicos – algo que todo o establishment apoiou na reforma judicial – desnuda o grau de decomposição da classe no poder, que agora acaba de entregar o Valle à Unidade Nacional, contra o ignorado repúdio da população.

Álvaro Uribe Vélez  teme que os seus vínculos mafiosos não possam continuar sendo dissimulados como no passado. Passos de animais grandes o rondam, pelo que aguarda com desespero a oportunidade de repetir o feitiço pelo qual conseguiu importantes apoios em 2002 para chegar à Presidência. A ressurreição da velha farsa dafarcopolítica que o promotor da sua confiança empreendeu contra Sigifredo López, assim como seu ódio renovado contra a Venezuela bolivariana e revolucionária, são parte disso. Sua cegueira o impede de compreender que o país mudou, e a cada dia mais consciente do engano de que foi vítima, apenas espera por sua dura queda.

As realidades do conflito armado

A força reveladora das imagens captadas pela câmera de Romeo Langlois antes de ser preso pelas FARC em abril passado desvela a outra grande mentira da segurança democrática: a da derrota das FARC-EP. A insurgência permanece presente, combativa e invencível onde a militarização por parte do Estado é completa, enquanto as poderosas forças militares e policiais formadas e financiadas pelos gringos mostram-se assustadas, arrogantes contra a população civil de camponeses desarmados, mulheres e crianças. Por sua vez, os grandes laboratórios que divulgam ter encontrado não passam de pequenos barracos miseráveis.

Na ausência do combate que o jornalista francês filmou, o exército regular espalhou mundialmente sua propaganda difamatória e caluniosa. A que servem aos interesses norte-americanos de intervenção militar na América do Sul, que é fornecida para encobrir os negócios que se firmam em torno do mercado da guerra, a que permite que generais da República encham seus cofres a serviço dos grandes chefes do narcotráfico, enquanto vociferam em público contra as máfias e acusam as FARC de serem o verdadeiro cartel. A guerra que permite aos apoiadores uribistas concentrar mais terras e expulsar mais camponeses.

Da mesma forma, a ação militar das FARC em La Guajira, Norte de Santander, Meta, Antioquia, Guaviare, Nariño, Putumayo, Huila, Tolima e em geral em todo o território nacional, atrai especialmente a atenção sobre o departamento de Cauca, pois nessa região confluem de modo particular os impactos da luta armada guerrilheira o do movimento campesino, indígena, negro e popular contra o modelo neoliberal de Santos e suas locomotivas. Ninguém que se queira razoavelmente objetivo pode ignorar na Colômbia de hoje a simbiose fundamental que existe entre os grandes projetos de mineração, energia e de agro-indústria e a ofensiva militar que se desempenha contra os territórios ocupados por colonos, pequenos mineiros, comunidades negras e indígenas.

O que o povo de Cauca e grande parte da Colômbia está exigindo é que se pare a guerra contra eles. A guerra das operações militares e paramilitares, dos bombardeios e fuzilamentos, das buscas e prisões em massa, a guerra do despojamento e do encurralamento. O que Santos e toda a oligarquia rendida de joelhos perante o grande capital sustentam em seus discursos e meios de comunicação é que são as FARC – a quem não vacilam em qualificar dos mais grosseiros adjetivos – que chegaram a Cauca para perturbar a vida de seus habitantes. Por isso proclamam que todos devem cercar o ataque contra nós, enquanto apontam furiosamente a qualquer um que se lhes oponha.

A verdade é muito diferente, são eles os agressores, são eles os ladrões e os violentos. Tem sido assim desde 1965, quando um aristocrata presidente, nascido em Popayán e falecido em Rochester, Nova York, iniciou a nefastaOperação Riochiquito contra indígenas e camponeses. Que não venham agora com seus contos da carochinha. A história da Colômbia não mente, ainda que tentem manchá-la e até mesmo excluí-la das salas-de-aula do ensino secundário.

O que Santos procura no Cauca ou na Serra Nevada de Santa Marta, como um fiel herdeiro dos conquistadores e terratenentes espanhóis, é comprar, oferecendo espelhos e pequenas migalhas que contemplem a ambição de alguns chefes indígenas, a passividade e submissão de seus povos ingênuos. E ainda anuncia que aqueles que se opuserem à religião da prosperidade democrática vão conhecer o peso de sua força militar ou judicial. Por isso obteve vaias e repúdio. Por isso as comunidades se recusam a escutá-lo. Por isso lhes grita, irritado, de longe, que o Exército e a polícia não abandonarão jamais suas posições.

Barricada camponesa e indígena no departamento de Cauca.

O alentador despertar da luta de massas

Por cima das mentiras políticas e politiqueiras, por sobre as campanha midiáticas de embrutecimento, por cima da ofensiva terrorista do Estado com seus aviões bombardeiros que já começam a ser derrubados, são cada dia mais numerosos os colombianos que despertam do engano a que estiveram tanto tempo submetidos, são cada vez maiores as filas de gente decente indignada com o que a casta governante está fazendo com a Colômbia. Por todas as esquinas da pátria levantam-se as vozes e os braços dos afetados com as políticas do regime, das mulheres e homens que compreendem a necessidade da luta, das cidadãs e cidadãos desejam viver em um país democrático, em paz, justo, soberano e livre de tanta sujeira.

O orgulho geral e furioso que obrigou Santos a recuar com a sua reforma judicial, assim como a dignidade contundente e massiva dos estudantes que obrigaram a deixar de lado sua reforma do ensino superior, precisam se multiplicar de forma organizada e consciente na atual e decisiva conjuntura. Para a reconstrução da Colômbia não são suficientes o inconformismo, o desprezo pela classe política, a repugnância pelo seu projeto de país. É necessário pronunciar-se fortemente contra isso, com a força da expressão multitudinária. É urgente, portanto, recorrer à unificação de forças com todos os setores indignados, conformar uma torrente popular inabalável que elimine a indecência.

Com o movimento operário, camponês, indígena, de negros, mulheres, desempregados, pequenos e médios mineiros, estudantes, profissionais empobrecidos, pequenos e médios empresários, industriais e comerciantes, a academia, a intelectualidade, os professores, os trabalhadores informais e autônomos, os partidos e organizações de esquerda ou de clara definição democrática. Com os liberais e  os conservadores surpreendidos com tanta podridão, junto com policiais e militares aposentados e esquecidos pelo regime que os usou, com os crentes, os cristãos, os ateus, os jovens, os idosos e todas as minorias discriminadas. Conscientização, organização, protesto, resistência e mobilização ativa. Aqui está a tarefa prioritária. Somar e unificar a rebeldia do povo colombiano para as mudanças.

A bandeira da paz envolve a luta pelo poder

Sendo claro que a guerra civil colombiana enfrenta a arrogância brutal do capital e de seu modelo de dominação contra as massas populares em armas contra sua violência, e conscientes de que com ela como pretexto o poder impôs a desapropriação como tradicional meio de acumulação de propriedade e a repressão como sua forma natural de governo, a primeira missão deste poderoso movimento popular unificado tem que ser a de lutar para por fim ao conflito armado, para pressionar o executivo nacional, a sua classe política corrupta e as suas forças militares a aceitarem o caminho de uma solução dialogada, pacífica e democrática.

Sem imposições que a impossibilitem. E com participação de todo o país. Chega de historinhas mentirosas. A paz não pertence à oligarquia militarista e violenta, pertence ao povo que a reclama para poder viver melhor. Uma solução política necessariamente inclui profundas reformas no campo institucional, em matéria de distribuição de terras e riquezas, em questão de projeto econômico de país, do papel a ser desempenhado pelas forças armadas, da atenção social dos colombianos. Por isso as vozes destes devem ser escutadas, respeitadas e atendidas em qualquer processo até a reconciliação. E se isto não for possível com o atual governo, haverá de se levar ao poder outro que tenha esta disposição.

Isto implica o desafio para o movimento pulsante pela dignidade da pátria, de pensar com seriedade na possibilidade de trabalhar em uma campanha política de claro caráter renovador. É de importância cardeal  plantar uma alternativa limpa, nova, democrática, ampla, capaz de arrebatar das mãos do domínio estatal a atual classe dominante corrupta. Um movimento de colombianos honestos pelo poder, que aumente a esperança no obscuro panorama com que se depara o país, arriscando-se a manter-se sob a égide da uma ou outra das certas alternativas que serão plantadas pela oligarquía em 2014. Massas organizadas, unidas, com propósitos claros, são capazes de impor facilmente seus objetivos. É fundamental acreditar nisso.

Um novo governo democrático, amplo e pluralista, poderá finalmente soltar os laços que unem a nós colombianos com a noite terrível da violência. Possibilitar acordos de paz, construir forças armadas que defendam o interesse de todos os cidadãos e não os de uma casta antipatriótica, realizar uma existência democrática em que a voz das maiorias determine o caminho a se tomar, conduzindo o país através do um desenvolvimento econômico baseado na produção e do trabalho de todos os colombianos, velar pela saúde, educação, emprego e o bem-estar geral, sem favoritismos, entregar a terra para quem quiser e puder trabalhá-la e assistí-los em sua atividade e crescimento, usar as riquezas naturais para o bem de todos, resgatar nossas culturas e solucionar na justiça os mais graves problemas sociais.

Fala-se agora de outras vias possíveis, como a convocatória para um referendo que revogue os atuais poderes ou promova uma Assembléia Nacional Constituinte que tenha o poder de reconstruir completamente o país. Todos os recursos da luta popular contam para unificar-se contra o regime. Sem perder de vista o caminho para submeter em algum momento a vontade de mudanças à decisão dos mesmos poderes estabelecidos, pode terminar em uma simples maquiagem que relegitimaria a ordem vigente. A Constituinte de 1991 dissolveu o parlamento, e apesar disso a mesma classe política contaminada voltou a controlar tudo. O poder constituinte não pode deixar-se capturar por considerações legalistas. Ele cria, ele faz, ele pode.

Guerrilheiro das FARC-EP

A vigência da nossa luta

É claro que as FARC-EP não vamos trair o legado de nossos fundadores e mártires. Nem virar as costas para as pessoas humildes do nosso país que conhecem diariamente o peso da arrogância, a desapropriação e o terror por parte do Estado. Assim como em uma manhã de maio há 48 anos, os heróicos camponeses decidiram empunhar armas e sonhar com a tomada do poder para o povo, os combatentes de hoje ratificamos mais uma vez que jamais entregaremos nossos sonhos na forma de uma aviltante rendição e entrega de armas. Só uma transformação profunda nas condições existentes em nossa pátria pode permitir e garantir a paz, que é a paz em que acreditamos desde o nosso nascimento.

Queríamos e sonhávamos com uma mudança por vias pacíficas e democráticas, mas  estas nos foram negadas violentamente uma vez após outra a partir do governo de Guillermo Léon Valencia. Hoje podemos assegurar que um diálogo distante e fechado para o país, como pretende Santos, acabará por intensificar ainda mais o confronto. Nossos sentidos continuam atentos para o avanço da rebeldia e da organização dos de baixo. Com eles, sim, estaremos em todas as situações que conduzam para a paz e às mudanças. Sejam quais forem os rumos que o destino reserva para o esforço de democratizar a Colômbia, tão imensamente latente e renovado hoje, as FARC-EP estaremos sempre ao lado do nosso povo. E venceremos com ele, juramos.

SECRETARIADO DO ESTADO-MAIOR CENTRAL DAS FARC-EP

Montanhas da Colômbia, 22 de julho de 2012

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2 comentários sobre “FARC-EP: “Somar e unificar a rebeldia do povo colombiano por mudanças”

  1. Pelo que se pode verificar neste texto, a manutenção de uma ideologia dominante conta com a mídia (que propaga um Colômbia que não existe e joga o povo contra as FARC) e com a escola, que não ensina a história real do país. Está correto Professor?

  2. Gostei muito. A clareza documentária, para mim sempre foi muito bem vinda. Se aqui no Brasil a corrupção faz o que quer, na Colômbia posso imaginar os terrores dessa poítica fraudulenta…Uribes e Santos sempre foram cachorrinhos dos Estados Unidos.

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