Em defesa dos pés de alface!

Cesar Mangolin

Um vídeo tem circulado por aí mostrando uma criança chorando e se negando a comer um peixe, ou um pedaço de carne qualquer. Enquanto chora e provoca o choro da mãe, a criança argumenta que devemos defender os pobres animais, não comê-los.

Confesso que não assisti ao vídeo. Apenas me  foi relatado por minha companheira (a Ruth), que foi quem me deu argumentos para escrever sobre  o tema, aliás. Ela tem mais inteligência e paciência que eu para assistir essas coisas e fazer-lhes a crítica.

O que chama a atenção é a reação das pessoas, desde a mãe até os milhares de desconhecidos que, comovidos, choram com o menino o triste fim dos animaizinhos. Os verdinhos de plantão encontram argumentos na hipersensibilidade do garoto.

O vegetarianismo, quando vivido como uma fé, se torna intolerante. Que cada qual coma o que bem quiser ou puder não me incomoda. Fazer discurso sobre o que está certo ou errado comer é um saco. Principalmente porque esses verdinhos não costumam se preocupar nem um pouco com os que, sem opções, reviram os lixos vegetarianos ou encarniçados atrás de qualquer coisa que lhes preencha o estômago.

Mas Ruth ainda me chamou a atenção para outro problema: ao defender os animais (e, alguns, até os ovos!), os verdinhos fazem uma escala de importância entre os seres vivos: os “animados” e os vegetais. Quem disse que o humano é superior, os demais animais vêm depois e, por último, os pobres vegetais?

Fosse o pai desse menino sensível, diria a ele que não deveria comer o arroz, visto que ele era muito feliz no campo, ainda verdejante; o feijão teria dado ainda muitos filhos, não fosse a sanha assassina dos humanos que o arrancaram do chão e, assim, tomararam-lhe  a vida. E o que dizer dos pés de alface? Eles crescem lindos e livres, ficam verdinhos e chegam até cerca de um metro do chão antes de morrerem. Seu ciclo natural da vida é interrompido ainda na juventude! Cortam-lhe com uma faca afiada ou arrancam-lhe as raízes, lavam, picam, jogam temperos e os mastigam de forma implacável! Na flor da idade! É de fazer chorar, realmente.

A solução para esse garoto talvez seja tentar fazer fotossíntese, porque os humanos se alimentam de coisas que matam. Os demais animais também.

Curioso que não fosse a criativa variação na alimentação o humano teria desaparecido do planeta há milhões de anos. Não digo que isso seria terrível. Tenho certeza absoluta que o restante do planeta estaria bem melhor sem presença desse animal nocivo e destruidor. Animal este capaz, aliás, de defender os demais animaizinhos enquanto mata seus semelhantes. Apenas o humano é capaz de cometer atrocidades contra seus pares e contra a natureza.

Dia desses, numa aula, alguém que contava algo de terrível, disse que se tratavam de animais desumanos. Ora, devemos parar de ofender os demais animais: as vacas, por exemplo, não torturam umas às outras, não se matam por motivos fúteis. Mais importante ainda: ninguém jamais verá uma vaca deitada na grama estalando o casco e pedindo que outra lhe sirva; também não verá uma vaca limpar o curral que não é seu, que é superior ao seu, para que a outra possa entrar e ficar bem, enquanto ela se dirige para um cubiculozinho onde se aperta  em condições “desbovinas” com sua família. Os demais animais não exploram uns aos outros… Somente o humano é capaz de fazer isso.

O humano é esse animal sensível capaz de chorar por causa da morte dos peixinhos que nos servem de alimento e capaz também de ver alguém morrendo de fome e achar natural. Em lugar de chorar e achar linda a sensibilidade do filho com relação ao peixinho, a infeliz mãe deveria chamar-lhe a atenção para seus semelhantes lançados nas calçadas, que não podem chorar a triste sorte do peixinho pelo simples fato de que a deles é muito pior. A fome dói e degrada. Poderia também chorar (e fazer algo) contra os humanos que matam animais diversos não para a alimentação, mas por sua lógica lucrativa e utilização predatória dos recursos naturais: a vida como um todo se esvai com o capitalismo.

Enfim, somente os imbecis e egocêntricos vêm um vídeo desses e se emocionam. As espécies animais e vegetais se alimentam umas das outras, muito antes até que esse elemento tardio da evolução (o humano) aparecesse e começasse e criar as escalas de valores entre os seres vivos e tudo o mais que há sobre e sob a terra.

Eu defendo a dignidade e paridade da alface, da rúcula, do agrião e do espinafre com qualquer outro ser vivo! E declaro para os devidos fins que não deixarei de comê-los, nem os vegetais, nem os animais, assim como me submeteria resignado, após certa luta, caso fosse escolhido como almoço de algum animal. É a vida e a morte.

Minha mãe resolveria o problema facilmente: um tapa na orelha me faria comer o peixe até vivo, quanto mais fritinho e temperado… Apesar da violência, tenho certeza de que ela me mostraria que o grande absurdo é morrer de fome. Por isso aprendi a comer (o que havia para comer), mas aprendi também a lutar contra nossas injustiças.

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11 comentários sobre “Em defesa dos pés de alface!

  1. A leitura deste texto deveria ser obrigatória, como um castigo para os cretinos humanos que passam fome e reviram o lixo em busca do resto alimentício para se alimentarem e ao encontrar algo derivado de um animal e comer mesmo que podre, hora pobres atrevidos , afinal tudo vira bosta como diz a Rita li em uma musica. Do caviar , ao champagne do tutu ao al face, do brócoli ao peixinho. Entra verde sai marrom . Hora, perdoe-me caro mestre esta ideologia massacrante liberal capitalista, veja a que ponto chegou. Ouço chorarem de fome, muitos coitados. Agora de pança cheia , vão comer luz seus verdinhos, talvez peidem raios de luz e que se cague uma lâmpada.
    Parabéns mestre , desculpe mas não agüento mais estas coisas absurdas, chorar para comer peixinho, era o que faltava no cardápio das idiotices virtuais e de quem as lê.
    Mauro Cipro

  2. Alguém colocou esse texto no Facebook, e eu fiz o seguinte comentário:

    Bem, o que falar desse artigo do César Mangolin? Com todo respeito, é um texto bastante sem noção. Reúne uma variedade daqueles “argumentos” mais do que familiares que na verdade não passam de preguiça mental (e preguiça de procurar se informar) e total falta de sensibilidade. Temos aqui, por exemplo, o “argumento” do “tem coisas muito mais importantes com que se preocupar do que com animais”. (Mangolin: “Principalmente porque esses verdinhos não costumam se preocupar nem um pouco com os que, sem opções, reviram os lixos vegetarianos ou encarniçados atrás de qualquer coisa que lhes preencha o estômago.”) Como se a preocupação pelo bem-estar animal e pelo bem-estar humano fossem duas coisas mutuamente excludentes. Tem também o argumento do “plantas também são seres vivos”. (Mangolin: “E o que dizer dos pés de alface? […] Seu ciclo natural da vida é interrompido ainda na juventude! Cortam-lhe com uma faca afiada ou arrancam-lhe as raízes, lavam, picam, jogam temperos e os mastigam de forma implacável! Na flor da idade! É de fazer chorar, realmente. […] Eu defendo a dignidade e paridade da alface, da rúcula, do agrião e do espinafre com qualquer outro ser vivo!”) Esse “argumento” é tão sem noção que quero desafiar aqui o Mangolin, ou qualquer outra pessoa, a assistir o documentário “Terráqueos” (www.terraqueos.org) . Acredito que qualquer um que assiste a esse filme (ou vai para um abatedouro pessoalmente) vai concordar comigo que a matança industrial de animais não é coisa sobre a qual se deve falar levianamente. Para começar, animais têm um sistema nervoso (além de uma vida social, sentimentos maternos, etc.) e plantas não. Para quem não sabe o que é um nervo, sugiro que pegue uma faca e comece a se cortar. Vai saber rapidinho! Considero até legítimo uma preocupação com TODOS os seres vivos (preocupação que o Mangolin e as outras pessoas que usam esse “argumento” não têm), mas é um absurdo colocar a matança de um animal no mesmo nível que a matança de uma planta. Assista a “Terráqueos” e eu prometo assistir a um documentário sobre a colheita de alfaces! Para dar mais “força” a seus argumentos, Mangolin também usa a tática (velha conhecida!) de desqualificar a consideração e a empatia pelos animais que temos como mero sentimentalismo. (Mangolin: “O que chama a atenção é a reação das pessoas […] que, comovidos, choram com o menino o triste fim dos animaizinhos.”) Aliás, Mangolin faz uso do diminutivo várias vezes: “animaizinhos”, “peixinhos”. É claro que também não podia faltar o argumento que animais também comem animais. (Mangolin: “As espécies animais e vegetais se alimentam umas das outras, muito antes até que esse elemento tardio da evolução (o humano) aparecesse.”) A intenção desse argumento, geralmente, é mostrar que comer carne seja natural. Bem, não tenho tanta certeza; afinal, o ser humano é o único animal que come a carne cozida ou assada, todos os carnívoros animais comem sua carne crua. Mas de qualquer forma, que relevância tem esse argumento? Por acaso, comer plantas seria menos natural do que comer carne? E mais uma vez: assista a um filme sobre produção moderna de carne. Existe alguma coisa mais antinatural do que isto? Animais confinados em espaços minúsculos? Comendo ração de soja com alto teor proteico? Inseminação artificial? Matança em escala industrial? Etc.? Etc.? O que Mangolin também parece ignorar é o enorme desperdício de recursos naturais e o altíssimo custo que a produção de carne tem para o meio-ambiente e para o nosso planeta. A produção de carne é um dos setores mais nocivos aos escassos recursos hídricos da Terra. E a pecuária é o MAIOR emissor mundial de gases com efeito estufa, à frente até da emissão pelos carros. Quem produz todos esses números e faz essas afirmações não são vegetarianos irremediáveis que querem demonizar a indústria da carne. Esses números e esses fatos encontram-se no relatório “A longa sombra da pecuária” da Agência para a Alimentação e Agricultura (FAO) das Nações Unidas, entre outras fontes. Mudar para uma dieta vegana é uma das maiores contribuições que um indivíduo pode fazer para diminuir os efeitos da mudança climática. Bem, segundo Mangolin, “somente os imbecis e egocêntricos vêm um vídeo desses e se emocionam”. E: “Minha mãe resolveria o problema facilmente: um tapa na orelha me faria comer o peixe até vivo, quanto mais fritinho e temperado… Apesar da violência, tenho certeza de que ela me mostraria que o grande absurdo é morrer de fome.” Ainda bem que MINHA mãe, apesar de comer carne, não teve a mesma reação que a de Mangolin quando eu, com 5 ou 6 anos de idade, parei de comer carne – por causa dos animais. Tive a sorte de ter pais que respeitaram a minha escolha e nunca me forçaram a comer carne ou peixe. Sou vegetariano há quarenta anos e nenhum ser humano nunca “morreu de fome” por causa da minha escolha. (Mais uma colocação sem noção do Mangolin…)

    1. meu caro Andreas
      peço desculpa pela demora em aprovar seu comentário. Isso é algo do próprio site, não criei isso. Como sou professor, os finais de semestre costumam ser muito tumultuados, além das outras atividades da militância que me tomam o tempo.
      Agradeço o tempo gasto em ler e fazer a crítica do meu texto. Longe de esperar concordância, quem escreve o faz para ser lido e criticado. Isso é sempre bom e não vejo nenhum problema em divulgar aqui também sua discordância.
      Apenas queria chamar a atenção para alguns elementos, diria “externos”, do meu pequeno texto e de sua resposta.
      O blog tem a intenção de divulgar textos melhor trabalhados nas páginas que estão à direita: textos de autores diversos e inclusive, alguns meus. No espaço dos chamados “posts” incluo pequenas reflexões, sem o rigor acadêmico dos artigos e me dou a liberdade de escrevê-los livremente – sem querer ser redundante.
      Na maioria dos casos, esses textos são escritos rapidamente, ao calor da hora e de algo que me chama a atenção.
      O texto em questão é um desses. Chamo sua atenção – me parece que não tenha atentado para isso – para o caráter irônico e,diria, bem humorado do texto. Não há nele – mesmo porque esse não é o espaço adequado – uma tentativa de tratar sistematicamente a questão: o texto apenas se restringe a uma rápida reflexão que parte do referido video,que causou grande comoção.
      Outro elemento importante – que me parece que não foi notado em sua crítica – é que o centro do texto não é a crítica do vegetarianismo ou a defesa da matança de animais. O centro do texto é a desvalorização da vida humana em curso e uma tendência a criar determinadas escalas de valores com relação ao que é vivo. Talvez a palavra tenha sido exagerada, mas o “imbecil” à que me refiro é o típíco egocêntrico e individualista dos nossos tempos,que vê muita vida em tudo e nenhuma em seus semelhantes. É o que faz a defesa dos demais animais, dasárvores etc ao mesmo tempo em que defende a pena de morte aos que podem lhe oportunar. É o sujeito das cidades grandes, acostumado a viver num gueto e concentrar suas energias na naturalização dedesigualdades que são,na verdade, históricas e sociaise,pportanto, merecem ser assim pensadas e mudadas.
      Alguns que fazem a opção pelo vegetarianismo seportam assim, da mesma forma como os que se empanturram nas churrascarias. Digo no texto e reafirmo aqui que quando a opção de não consumir carne se torna uma fé,que parece ser necessariamente imposta aos demais, a coisa se complica.
      O caráter individual mesmo da sua resposta chama a atenção. Veja: quantas famílias brasileiras lhe parecem capazes de poder garantir o direito de escolha do que devem comer seus filhos? Você teve grande sorte nesse sentido! Ao negar a carne, provavelmente, seus pais tinham condições de lhe proporcionar uma alimentação alternativa para a reposição de proteínas, vitaminas etc necessárias ao seu crescimento. Por sua experiência mesmo você deve concordar que não é barato ser vegetariano.
      Isso deve chamar nossa atenção: a maioria do nosso povo se alimenta mal, muito mal.Isso não ocorre por falta de educação, mas por falta de condições para uma saudável alimentação, com ou sem carne.
      Enfim, gostaria que se apresentasse: de onde é, o que estuda, enfim. Fica melhor falar com quem conhecemos um pouco.
      Eu aproveito o espaço para me apresentar melhor a você e talvez isso sirva também para que você compreenda outros elementos que vêm em sua crítica.
      Sou um crítico e combatente da utilização predatória dos recursos naturais e identifico essa tendência não pelas necessidades humanas, mas pelas necessidades,elas mesmas predatórias, da reprodução do capital. Estive já em três frigoríficos(como você me acoselha fazer) e em fazendas decriação de animais para abate. Não somente a forma como os animais são tratadas é repugnante, mas também o destino dos animais humanos que viviam ali também é. Expulsos de suas terras para que o boi entre, eles se concentram nas periferias das grandes cidades em condições deploráveis de vida. Isso eu vivi, não apenas conheci.
      O boi abatido no frigorífico nçao tem sorte pior daqueles que são abatidos nas periferias das grandes cidades, seja pela polícia, seja por uma vida inteirade trabalho muito pesado e de sofrimento. Os dois são abatidos pela mesma sanha lucrativa no final das contas.
      Repito: chamo de imbecis os que não coseguem perceber para além do aparente e fazer a crítica não apenas da utilização predatória dos recursos naturais, mas também da ordem capitalista e da bovinização do próprio humano. Esses choram o triste fim do polvo (do video), mas são capazes de sorrir diante do triste fim do povo.
      Vou parar por aqui. Caso queira, conversamos mais.
      Agradeço novamente seu empenho.
      obs.: escrevi rápido e sem revisão porque tenho que ir para a sala de aula agora. desculpe prováveis erros de digitação.
      abraço.

  3. Amei, César Mangolin!
    Eu vi o videozinho e gostei dele por causa do jeito de falar do garotinho – que, vê-se, aprendeu com alguém aquelas coisas de “animais é pra ser amigo, não pra comer”. Mas realmente fiquei boquiaberta de ver que muitos adultos (a começar da mãe) ficam comovidos e comentam que o menino dá razões indiscutíveis para não se comer carne. Ora, ele não dá razão nenhuma, fora essa infantil e emocional e ensinada!
    Minhas irmãs e eu já brincamos de fazer uma frente de proteção aos alfaces, também. Conte conosco!

  4. Muito bom, Mangolin. Animais foram, sem dúvidas, feitos para a nossa alimentação, e não há nada de errado nisso. VIVA O CHURRASCO!

  5. Cheguei a este blog após ler os comentários de uma reportagem sobre ativistas que defendem os direitos dos animais, meses após a publicação deste texto (um leitor colocou o link para este texto). A leitura da resposta a um dos comentários acima sugere que o blogueiro é pessoa aberta a discutir opiniões divergentes, o que me encorajou a postar comentário. Compartilho da opinião de que o ativismo vegano evidencia sinais de um fanatismo religioso, que se caracteriza, entre outras coisas, por intolerância e irracionalidade. Veganos negam a natureza humana carnívora e a óbvia crueldade que impera na natureza selvagem entre outros animais, que não humanos. Repetem inverdades para reforçar a sua fé, como a ideia de que humanos podem prescindir dos derivados animais (não podemos obter vitamina B12 de fontes vegetais, como outros animais o fazem). Mas não é sobre os veganos que pretendo tecer minhas críticas. Uma olhada geral no blog alertou-me para o posicionamento político e ideológico de quem o mantém. Acho interessante ver o embate entre defensores dos animais e esquerdistas, que me parecem compartilhar muito mais do que imaginam (algo que fica evidente na resposta a um comentário acima). Ambos posicionam-se em defesa de um grupo supostamente oprimido e defendem uma ruptura radical com uma realidade injusta, vigente, e a reconstrução de um novo mundo, mais justo. Em outros termos, defendem uma revolução. Compartilham a ideia de igualdade e a postura militante. Ainda me parece semelhante a indiferença à liberdade, seja liberdade de comer um filé suculento ou as inúmeras liberdades individuais cerceadas em um estado totalitário comunista (ou fascista; ou teocrático). Devo explicar que concordo com Hayek quando este afirma que qualquer Estado com economia centralizada caminha em direção ao totalitarismo (conforme exposto em “O caminho da servidão”). Para mim, que me classifico como um liberal, soa esquisito criticar a comoção da mãe e de outras pessoas com a reação do menino quando é o mesmo sentimentalismo superficial que move a militância de esquerda. Explico, antes de ser linchado virtualmente, tanto por defensores dos animais quanto por esquerdistas, que enxergo nesse sentimentalismo justamente uma vontade honesta de fazer o bem, de fazer o que é certo (opinião explicitada por Hayek no livro supracitado). É agir movido pelo que aflige. O risco, porém, é agir impulsivamente, baseado mais no coração do que na razão. Caso meu filho tenha reação semelhante à do menino do vídeo, vou apenas considerar produto da ingenuidade inerente à infância.
    Obs: como citei Hayek, colho do ensejo para retificar imprecisão em um texto listado à direita, que desfere críticas contundentes à ex-primeira ministra britânica Thatcher. O texto relaciona Hayek à Escola de Chicago. Hayek fez parte da Escola Austríaca de economia, outra corrente liberal, assim como Menger, Böhn-Bawerk e Mises.
    Agradeço a oportunidade.

    1. Meu caro Rui (penso ser este seu nome, se não é, desculpo-me)
      tenha certeza de que não tenho problema com ideias divergentes e com o bom debate. Elimino certos comentários que são ofensivos porque não nos permite o diálogo. As mensagens que você envia são de outro quilate, embora saiba que temos posições políticas bastante distintas. Chamo atenção apenas que o meu texto sobre o tal garoto não tem como objetivo atacar os vegetarianos, como eles têm entendido. A intenção era apenas chamar a atenção para o fato de que temos uma supervalorização de quase tudo que não o humano, ou seja, vemos ações de solidariedade com relação aos animais, as plantas, aos rios, ao mar etc., mas as esmas pessoas que fazem isso são as que defendem que bandido bom é bandido morto, que passam ao lado de miseráveis e não sentem nenhum tipo de indignação, que parecem desconhecer que vivemos num mundo que mata cem mil pessoas diariamente de fome. É pra essa contradição que tento chamar a atenção, de forma irônica e bem humorada até, o que faz com que os vegetarianos sintampse ofendidos, o que não é intenção do texto de forma alguma.
      Sou um defensor da natureza, do direito à vida de tudo que é vivo, resolvi com minha família morar pertinho do mar e da serra para conviver mais de perto com a natureza, apesar de ter que ir pra São Paulo trabalhar três vezes por semana. Mas defendo essa espécie animal que é capaz de explorar e matar seus semelhantes da mesma forma. Conheço muito militantes “verdes” e vegetarianos que sabem harmonizar e universalizar a luta pela vida. Mas conheço um monte de fascistóide nesse meio também. São eles que me assustam e são os que combato. Enfim, não comer carne, assim como ter diplomas, não retira necessariamente ninguém do senso comum. Paciência. grande abraço e espero que continuemos trocando ideias por aqui.

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