Direita volver: o rumo das manifestações e tentativa de sua melhor caracterização

Cesar Mangolin

camaradas

A demora em colocar algo sobre o assunto se justifica por sua seriedade e pelo volume de tarefas das últimas semanas. Para contribuir modestamente com o debate, segue abaixo um pequeno texto, escrito rapidamente ainda na semana passada para uma discussão específica. Não o retoquei e nem lhe dei melhor acabamento. Os eventos de quinta pra cá não alteraram os rumos do movimento. Aliás, tivemos a saída do MPL dos atos em sp e a continuidade deles; a agressão aos partidos do campo da esquerda na quinta em sp (agressão física, queima de bandeiras etc), manifestações do Clube Militar, convocação para 10 de julho de uma “marcha da família, com deus, pela liberdade e contra o comunismo” na Paulista. Tivemos também conversações entre partidos e demais entidades da esquerda e centro-esquerda pensando em ações coletivas, mas ainda nada de concreto, além das infelizes dificuldades (de sempre) de se compor uma frente dessas. Enfim, o voluntarismo nunca foi uma boa opção tática. Parece que precisamos saber medir nossas forças e nossa capacidade de inserção. Não se trata de paranoia golpista, nem de “deixar ou não deixar” que as coisas caminhem assim. Esta próxima semana indicará melhor como a coisa se desenrola. Acredito mais num refluxo do que na ampliação do movimento, mas as movimentações marcadas para o mês de julho demonstram que há gente pensando numa jornada de lutas de médio prazo pelo menos.

saudações comunistas!

Um conjunto grande de fatores precipitaram as massas que ocupam as ruas nas últimas semanas. Originadas no protesto contra o aumento das passagens, as manifestações passaram a incorporar outras questões que refletem a insatisfação popular: os serviços públicos, a condução das políticas de Estado e de governo, a corrupção etc.

O objetivo do texto é refletir essa realidade, expor posições e possibilidades. Inicialmente a intenção era sintetizar as opiniões num texto bem curto, para que mais gente tivesse disposição de ler. Não foi possível e, ainda com as sete páginas, as ideias são expostas de forma condensada ou rápidas demais. Enfim, o texto não tem o caráter de um artigo bem trabalhado, mas é um texto rápido e escrito no calor da hora para contribuir com os debates, o que não deve servir de desculpa, nem o libera das críticas.

Nas duas últimas vezes que as ruas receberam manifestações de grande porte havia objetivos muito claros: o movimento pelas eleições diretas (1984) e a derrubada de Collor (1992).Também nestes dois momentos as manifestações refletiram a insatisfação com elementos diversos. Não era, no caso da primeira, somente o direito de eleger o presidente e nem, na segunda,  o desejo de derrubar o primeiro que foi eleito diretamente após a ditadura.

Em ambas oportunidades pudemos constatar um movimento suprapartidário, ou seja, a presença de vários partidos organizados e reconhecidos assim, outros que assumiam o mesmo papel, gente descolada de caracterização política melhor definida.

Nesta, chama a atenção a ideia do apartidarismo. A massa do povo, formada pelos meios de comunicação de massa, pelas escolas, enfim, pelos aparelhos ideológicos, embarca fácil num discurso que tem, na fachada, algo de inovador e rebelde. Que grupos politizados façam ainda a defesa dessa bandeira do apartidarismo é praxe. Escondidos e acovardados atrás do manto da “pós-modernidade”, que tudo permite para que tudo fique como está, encontramos intelectuais e ex-militantes acolhendo com alegria e sinal dos novos tempos o reacionarismo que aparece travestido de revolta.

Isso não quer dizer que não haja, de fato, uma revolta, por mais difusos que sejam os interesses pelos quais se batem nas ruas os manifestantes. Maioria de jovens que jamais viram algo assim ocorrer no país, filhos de uma geração politicamente conservadora, netos das marchadeiras do golpe de 1964, não se deve desqualificar a, no mínimo, boa intenção e disposição de luta, que cresceu na medida exata em que o objetivo genérico das manifestações era construído. O sentido político do movimento vai assumindo seu caráter mais acabado na medida em que o próprio movimento cresce e a disputa por sua direção vai se resolvendo. Isso não significa, pelo menos em todos os casos, a manipulação do povo que aparece nas ruas. Significa que não há movimento despolitizado e, para ser mais rigoroso, não existe movimento que não tenha caráter de classe, ainda que o sentido político e o caráter de classe não apareçam de forma transparente à maioria dos agentes do processo. É a relação entre os objetivos propostos pelas forças mais organizadas e a própria disposição da massa nas ruas quem dá acabamento, nunca final, à luta.

Como escreveu Engels, o resultado do processo não é, no geral, exatamente o que foi planejado pelos agentes em luta: há uma série de interações objetivas e subjetivas que podem resultar em algo bastante diferente do que pensavam e lutavam os diversos grupos com seus objetivos também diversos.

Há momentos em que as massas se precipitam às ruas. Nas formações sociais capitalistas, como a brasileira, a presença popular nas ruas significa o acirramento da luta de classes, mas isso não ocorre como se as classes se dividissem  entre os que estão nas ruas (proletariado, parte dos setores médios) e a burguesia que, de dentro de seus palácios, manda seus lacaios armados e fardados ao combate. O pertencimento de classe, no sentido econômico mais direto, ou seja, a inserção nas relações sociais de produção, não garante posições de classe no sentido político. Portanto, o acirramento da luta de classes não encontra, nos enfrentamentos mais diretos, seus  agentes separados de forma estanque: a burguesia em conjunto, ou frações da classe burguesa, também participam politicamente dentro do próprio movimento, através de bandeiras e palavras de ordem que, ainda que aparentemente avançadas, abrem caminho para a consolidação de seus interesses.

Mas como podem interferir no movimento desta forma? Os interesses mais tacanhos da burguesia devem aparecer, necessariamente, como forma de despolitização do movimento, exatamente para que a própria luta de classes não apareça de forma nítida e se corra o risco das massas tomarem, em conjunto, posições de classe mais compatíveis com seu pertencimento real de classe.

A burguesia detém o poder. Sua luta é por sua manutenção. Possui o aparelho de estado e suas instituições, a grande imprensa,  aparelho repressivo. A ordem, defendida de forma intransigente por seus lacaios armados e fardados e demais agentes, é a sua ordem, ou seja, a ordem burguesa. Para manter sua ordem e ainda tirar proveito desses momentos de conflagração, a burguesia não pode e não precisa apresentar seus objetivos de forma clara e direta.

Os partidos não precisam ser, necessariamente, apenas as organizações que carregam esse nome. No movimento em questão, a luta por seus objetivos se dá entre partidos, ou seja, projetos políticos de poder que disputam entre si a condução e o convencimento  da rebeldia popular. A discussão em torno da necessidade ou não, ou do fim dos partidos, é inócua: os partidos existem por necessidade da própria dinâmica da vida política, o que resta é compreendê-los.

Resta, portanto, pensarmos na ação e nas possibilidades desses dois partidos – sem querer cair em reducionismos : há, obviamente, diferenciações, ainda que no mesmo campo, que configuram posições divergentes, seja taticamente, seja em determinados pontos programáticos, mas não estrategicamente.

Tratemos primeiro, pensando nesta conjuntura,  dos partidos revolucionários, como o PCB, ao qual pertenço orgulhosamente e é necessário que isso seja dito, principalmente nesses momentos.

Para que os partidos revolucionários possam cumprir um papel de liderança de um processo como esse há dois pressupostos fundamentais: linha política que seja capaz de compreender e ligar o objetivo estratégico com a conjuntura atual e suas mediações táticas; inserção política nas diversas frentes de luta, em particular, entre os trabalhadores (organizando a luta sindical classista e sindicatos combativos) e nos movimentos populares. Havendo essas condições, a possibilidade da condução de movimentos de massa pode ocorrer. Isso porque a ação e a composição desses partidos por lutadores em tempo integral são reconhecidas pela massa. Basta pensar na maioria das revoluções do século XX. Também vale resgatar a caracterização das situações de crise revolucionária feita por Lênin.

Algumas das condições apontadas por Lênin estão presentes no caso brasileiro: forte descontentamento das massas; se não há uma cisão no bloco no poder, podemos perceber que há, apesar da adesão irrestrita do petismo à ordem burguesa, setores descontentes e sempre desconfiados com o ciclo petista. Não há dúvida de que, para a burguesia em conjunto, é sempre melhor ter à frente do governo gente de total confiança e não um partido que pode, por mais longínqua que seja a possibilidade, mesmo que de forma oportunista, lhe pregar alguma peça; ação política autônoma do proletariado. Nesse caso, o papel do partido revolucionário (que não precisa ser o de um partido hegemônico, mas uma frente de partidos) é fundamental.

Havendo essas condições, a possibilidade do caminho revolucionário é aberta. Onde está nossa deficiência então?

Em poucas palavras, três deficiências: 1. não temos inserção política – são partidos numericamente pequenos e com inserção reduzida, ainda que seja superior e, portanto, desproporcional ao número, pela própria dedicação dos seus militantes. A estrutura, no geral, autofinanciada dessas organizações também complica bastante as possibilidades de trabalho; 2. nossa linha política e a questão da tática ou foi ajustada recentemente por razão de crises sucessivas e necessidades conjunturais, ou possui equívocos diversos (como os do esquerdismo e a fusão da tática e da estratégia); 3. temos grande dificuldade de ação conjunta, exatamente pela parte final do item anterior. O PCB vem propondo, sem muito sucesso, a necessidade da composição de uma frente, que tenha como base elementos comuns a todas os partidos da esquerda revolucionária  e que congregue também outras organizações.

As razões para isso são diversas. Tem relação com o encontro de vários elementos: do processo histórico nacional, internacional, crises intestinas, linhas equivocadas. Primeiro, devemos considerar a situação das organizações da esquerda revolucionária no final da ditadura militar. Com diversos de seus quadros dirigentes e militantes assassinados, a reorganização desses partidos teve que enfrentar ainda a grande confusão estratégica e tática que a chamada abertura aqui no Brasil trazia à tona, alimentada por posições diversas do próprio movimento comunista pelo mundo afora que passaram a disputar a linha política desses partidos, num quadro já avançado de crise das próprias experiências socialistas européias. A derrocada do chamado socialismo real trouxe mais confusão, abriu uma conjuntura favorável ao avanço ideológico burguês, provocou a divisão e, no caso do PCB mesmo, a tentativa de liquidação do próprio Partido. O PT, que surgiu ainda no último governo da ditadura militar, no bojo das greves a partir de 1978, acabou por congregar um leque amplo de lutadores – de cristãos liberais, social-democratas, anticomunistas, até agrupamentos esquerdistas, de um dos quais nasceu, inclusive, o PSTU. O forte apelo popular e sua composição eclética permitiram ao PT – que nunca teve de forma muita clara e jamais de forma unitária, uma estratégia e uma tática definidas – tornar-se o principal partido do campo popular no Brasil. Mesmo depois dos mandatos de Lula, o PT continua a controlar boa parte das organizações populares e do movimento sindical, largamente cooptados pelos interesses da chamada governabilidade e em grande parte ainda impermeáveis à esquerda revolucionária. A esse processo soma-se o PCdoB, que de forma adesista e equivocada, justifica sua capitulação à ordem burguesa com o discurso da defesa de interesses nacionais, contra o neoliberalismo. Acaba por tornar-se co-gestor da ordem burguesa, colocando o socialismo como resultado de um fluxo contínuo de acúmulo de forças, conquistadas, na prática, dentro da institucionalidade burguesa, aparelhando entidades de massa (como as estudantis) e realizando estranhas alianças com a direita por todo o Brasil, nos processos eleitorais e também no campo sindical.

Em suma: os partidos da esquerda revolucionária não têm condições de assumir a direção do processo, visto que participaram residualmente da sua própria construção. O que não significa que a confusão que faz com que sejam tratados como oportunistas pela massa desinformada seja razoável. Esses partidos estão nas ruas e nos movimentos em tempo integral e ampliando sua inserção na medida de suas forças.

Na ausência dessas organizações, desses partidos ou de uma frente que os congregue em torno de um programa comum, quem assume a direção do movimento é outro partido, aquele que falávamos mais acima. Se temos o povo nas ruas e a direção revolucionária, uma das possibilidades é a revolução; se não temos, o caminho é a reorganização da própria ordem burguesa, inclusive com a possibilidade de aparar determinados elementos desconfortáveis para sua dominância.

Não são, tampouco, as organizações fascistas que estão presentes de forma violenta no movimento quem o dirige. Para não alongar demais a argumentação, podemos sintetizar o raciocínio assim: quando as massas se precipitam às ruas e não encontram a direção das organizações revolucionárias, é a reação quem toma o lugar e dirige o movimento. Para tanto, os objetivos do movimento se tornam necessariamente genéricos e suas bandeiras deixam de ser políticas para serem moralistas (exemplo: contra a corrupção, contra todos os partidos etc). É com o senso comum, construído cotidianamente através da ação dos aparelhos ideológicos que se trabalha. É aguçando preconceitos antigos que se cataliza a massa (exemplo: o preconceito dos setores médios, expandido a outros setores, contra o petismo e, nele, – apesar da falha grotesca da identificação – contra os demais partidos da esquerda).

A ideia do movimento apartidário, na verdade, vem da necessidade de esconder seu verdadeiro núcleo dirigente: a própria burguesia em defesa de sua ordem. Como em política não existe neutralidade, nem imparcialidade, o movimento descambou para a direita, assumindo posições cada vez mais reacionárias.

Quando é a moralização e reivindicações que ficam dentro da ordem que tomam a frente do movimento, algumas instituições podem ser delegadas a assumir de forma mais escancarada a função de partido. O partido moralizante, nesses casos, capaz de colocar ordem ao caos social gerado pelas manifestações e fazer voltar reinar a paz pode ser, e no geral é,  o exército.

A Folha de São Paulo, que dispensa comentários sobre sua “imparcialidade” jornalística,  publicou na quarta passada uma pesquisa do seu ilibado instituto – o Datafolha – que mede a credibilidade das instituições: os três poderes estão em frangalhos e três instituições ocupam os primeiros lugares: a igreja católica, a universal do reino de deus e o exército.

Três caminhos possíveis para o movimento: ou ele reflui pelo próprio desgaste de uma massa que não está acostumada a longas jornadas de luta; ele persiste e a vocação moralizante e supostamente neutra das forças armadas entra em ação para pôr fim à desordem (e tem muita gente pedindo isso já!); e, por fim, ainda que uma possibilidade remota, as organizações da esquerda conseguem se articular e alcançar uma parcela desse movimento: o que parte das periferias principalmente.

Não podemos esquecer que quando houve o golpe de 1964 suas justificativas eram a luta moralizante contra a corrupção e a necessidade de combater a ameaça comunista que trazia desordem ao país. Ele foi aplaudido pela massa e pegou as organizações de esquerda de surpresa, porque não havia, supostamente, ambiente político para tanto. O que a ditadura fez, na verdade, foi colocar nos eixos as necessidades da reprodução do capital, em particular os interesses do capital monopolista, numa conjuntura transformada pela instalação das multinacionais no país e marcada, portanto, pela conclusão da revolução burguesa brasileira pela via da associação subordinada ao capital estrangeiro e ao imperialismo.

A própria burguesia destrói a sua própria ordem institucional para construir uma nova, de tipo novo, que naquele caso foi bastante nociva aos trabalhadores em geral e aos setores médios. Os que tentavam se organizar eram presos, torturados, assassinados.

De fato, hoje uma saída golpista enfrentaria, no plano internacional, maior resistência, mesmo que apenas formal. Mas não deixa de ser interessante a setores da burguesia a possibilidade de se livrar de sua própria democracia, que lhe impõe o convívio incômodo de partidos que não são de sua inteira confiança na cabeça do governo.  Também parece atrativo, no quadro de crise sistêmica, ter total liberdade para organizar a exploração dos trabalhadores brasileiros e das riquezas nacionais, com as possíveis resistências sendo tratadas pela repressão. Uma forma, inclusive, de colocar no lugar certo, depois de utilizados, esses que agora aprenderam que ir às ruas é possível. Eles podem gostar da ideia e podem, num futuro não muito distante, voltar com as bandeiras da esquerda revolucionária.

Que há alguns setores dispostos a isso não tenho dúvida. Há declarações inclusive de oficias que assumem desde já a tarefa “patriótica” de restabelecer a ordem.  Se têm força para tanto, dentro de seus círculos mesmo, não sei ao certo.

O fato mesmo é que cada vez mais tenho a impressão de que se os tanques saírem às ruas esse pessoal todo e mais uma porção de gente aplaudirá como a redenção do povo brasileiro “contra a corrupção”, “a vagabundagem dos que vivem dos programas sociais”, a violência que cresce nos principais centros urbanos, a derrota dos “vermes escrotos do PT”. Festejariam o “fechamento do Congresso Nacional”, a “extinção dos partidos” etc. Tudo que está entre aspas são palavras de ordem, cartazes nas manifestações e postagens nas redes sociais, compartilhadas e curtidas por um número muito, mas muito grande mesmo de gente.

Curioso isso: a ditadura militar que tantos males causou ao país e aos trabalhadores brasileiros foi e continua a ser chamada por setores diversos de “revolução” – como tem aparecido em algumas pichações – e, de forma mais carinhosa, quase materna, de “a redentora”.

Mas, essas são apenas possibilidades. Graves, sem dúvida, mas possibilidades. Não é tarefa de quem pensa as nossas relações prever o futuro.

Difícil é conseguir explicar essas coisas aos que estão no movimento e sentem um ar libertador nisso tudo, inclusive na saída golpista. Muito mais complicado é fazer gente pretensamente de esquerda ou progressista analisar o processo de forma menos voluntarista.

O prosseguimento e o desenlace do movimento distribuirão não os louros da vitória ou do acerto das previsões do futuro que, insisto, não é o que pretendemos com esse texto. Distribuirão também as responsabilidades.

Seja qual for o resultado, de uma coisa posso ter e dar certeza a todos os que tiveram a paciência de ler esse texto até o fim: o PCB continuará na luta, como tem feito, de qualquer tamanho, com erros e acertos, há 91 anos.

 

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3 comentários sobre “Direita volver: o rumo das manifestações e tentativa de sua melhor caracterização

  1. Obrigado por mais uma aula.

    Fui seu aluno no primeiro semestre de Ciências Contábeis, e desde então tive um interesse maior em me aprofundar pelo comunismo e me identifico com a luta de classes.

  2. Otimo texto, camarada Mangolin.
    Penso que nesse momento os partidos e movimentos de esuqerda e centro esquerda precisam esquecer as diferenças e se unirem para combater um conservadorismo que tomou as ruas, ocupou o espaço que deveria ser da esquerda e passa a imagem de salvador do povo brasileiro.
    Saudações socialistas.
    Diego

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