Os bichinhos peludos e os bichos escrotos

Cesar Mangolin

Que fique bem claro, desde já, que não sou favorável a qualquer tipo de sofrimento gratuito imposto a qualquer ser vivo, o que inclui todos os animais, inclusive os humanos. Também não defendo a indústria farmacêutica, que pauta suas pesquisas pela expectativa de lucro e não pelo avanço do conhecimento humano e melhoria das condições de vida de todos. E quando falo todos me refiro a tudo que tem vida e não somente aos humanos.

A defesa inicial se justifica porque sei que a tropa de choque dos verdinhos vai me mandar um monte de mensagens mal educadas e que distorcem o que o texto diz. Mas, como nunca fugi de polêmica e nem tomo posição para agradar a maioria, escrevo o que penso sobre o caso do Instituto Royal. Alguns dos meus poucos, mas valiosos, leitores me cobraram uma posição. Lá vai.

Vou tocar em três pontos que me parecem essenciais: o da pesquisa científica; da ação em si; e, por fim, algo que me parece assustador, que é a sobrevalorização dos demais animais, ao mesmo tempo em que se despreza a vida humana.

A repercussão do caso leva, de forma equivocada, a população a pensar que o problema desse instituto é isolado. Óbvio que não é. As pesquisas científicas, não apenas para a indústria farmacêutica, mas para outros setores  fundamentais, se utiliza de animais diversos para avançar. Quando o objetivo é resolver algo da saúde humana, esse animal específico costuma ser o último utilizado. Todos escutam as notícias dizendo que tal novo medicamento está na fase final de testes e começará a ser testado em humanos etc..

Aqueles ratos brancos de olhos vermelhos são os que mais sofrem, sem dúvida. Mas há diversos outros, como no caso em questão, coelhos e cachorros.

As universidades pelo mundo afora se utilizam de animais, órgãos de pesquisa ligados aos Estados, empresas privadas… Estranho observar que apenas esta empresa foi atacada. Aliás, por gente que, inclusive, para ir até lá, passou ao lado de uma série de centros semelhantes.

Como disse mais acima, não defendo o sofrimento inútil de nenhum ser vivo e sou dos que torcem para que consigamos desenvolver tecnologia suficiente para que esse tipo de pesquisa com animais seja abolido ou, no mínimo, reduzido ao mínimo estritamente necessário.

Porém, os especialistas no assunto (e não verdinhos histéricos) têm dito que, apesar de  ter avançado bastante,  essa tecnologia ainda não existe e que há obstáculos imensos para ser desenvolvida, além de um volume de recursos bastante elevado.

De fato, fica difícil imaginar como testar os benefícios e os danosos efeitos colaterais de novas drogas sem testes em seres vivos que, insisto, inclui os humanos. Os especialistas falam, por exemplo, de disfunções motoras, cognitivas e até crises psicóticas; falam da ação da droga sobre outros órgãos, do aparecimento de novas doenças decorrentes da utilização desse medicamento etc.. Diversos problemas que, sem dúvida, são bem difíceis de testar sem um organismo vivo semelhante ao que se destina a nova droga.

Deixo aos especialistas a discussão sobre a possibilidade dessa nova tecnologia, capaz de eliminar totalmente o uso de seres vivos. O fato mesmo é que, ao contrário do que se tem falado,  essa tecnologia ainda não existe.

Devemos ainda reconhecer que se não fossem os testes em cobaias de todos os tipos não teríamos resolvidos não somente doenças que podem ser curadas, mas também algumas que podem ser evitadas, como é o caso da maior parte das vacinas.  Vale lembrar que isso não ocorre apenas para os humanos: a pesquisa na medicina veterinária também se utiliza de animais para poder garantir melhor qualidade de vida aos demais animais não humanos.

Claro que abusos devem ser contidos, mas parece que são exceções e assim devem ser tratadas. Não parece também o caso do tal instituto, como um ano de diligências da Justiça e o próprio depoimento do promotor responsável atestam: tudo estava de acordo com a legislação.  Aos que consideram a legislação em vigor absurda fica a responsabilidade da pressão por sua mudança e a necessidade de propor algo em seu lugar.

A coisa é complicada se tomamos como ponto de partida a necessidade de manter a pesquisa científica. Os que defendem seu abandono puro e simples serão os mesmos que questionarão a ausência do tratamento necessário na doença.

Isso nos leva ao segundo ponto: a ação em si parece ter sido um murro na água. Faz muita onda, mas não altera em nada o processo.  Aliás, e fica aqui meu protesto, se era para salvar os pobres animais, porque somente os cachorros e os coelhinhos peludos? E os ratos??? Por que não salvaram os ratos?

Aliás, esse setor da classe média que vê vida em tudo menos em gente pobre, poderia ter uma centena de outros alvos no caminho para São Roque, inclusive grandes universidades nas imediações da própria residência. Mas, no caso, se tratava de cachorrinhos bonitinhos, não de ratos. Para eles, os ratos podem até não merecer morrer, mas são ratos. Ninguém faz festa de aniversário ou enterro de rato. Somente para cachorrinhos e gatinhos peludos.

Uma ação despropositada, irresponsável e inútil. Cumpriu, aliás, um importante papel: deixou em segundo plano a privatização da maior bacia do pré sal, exposta com ares festivos pela presidente.

O pior é que isso cativa um mundo de desinformados e faz brotar manifestações assustadoras. Os desinformados, no geral, replicam mensagens em defesa dos animais, sem pensar no interesse da pesquisa científica e seus dilemas, que é a maior responsável por fazer avançar nossas possibilidades de vida com alguma qualidade, ainda que isso não seja acessível a todos, o que é outro problema.

O que mais assusta é que os mesmos que entraram na histeria coletiva dessa semana são os que, na semana passada, replicavam mensagens festivas pelo assassinato de um bandido e engrossaram um grupo que se intitula “Admiradores da Rota”.

Os mais estúpidos replicaram também mensagens defendendo que os presos sejam utilizados para esses testes, não os cachorrinhos bonitinhos, nem os coelhinhos peludos. De novo, ninguém defendeu os ratinhos… Mas o pior é que se cria uma concepção bastante estranha de que os que estão presos são como que uma sub espécie, cuja vida não interessa a ninguém, visto que são criminosos.

Isso não é novidade… Muda apenas a justificativa da sub espécie que, reconhecida socialmente, pode ser vista em sofrimento, pode ser assassinada a vontade, pode ser submetida a qualquer tipo de atrocidade sob o olhar curioso e satisfeito dos que vivem de carniça. Para os nazistas, a sub espécie era composta por judeus, comunistas, ciganos e deficientes mentais e físicos. Gente que não só pode, mas merece morrer. Portanto, por que não utilizá-los para testes? Fizeram isso… fizeram muito… Poderiam fazer de novo e muita gente aplaudiria.

Mas, desta vez, a sub espécie é outra: o criminoso pobre. Nesse caso “pobre” é o adjetivo, é o que qualifica. Não é qualquer criminoso e somente é tratado como tal aquele que transgride as leis da ordem burguesa (a mesma que para os cachorrinhos bonitinhos se quer mudar…). Se levarmos em conta que fundar um banco é uma forma de roubo (como disseram Brecht e Lênin), que viver da exploração do trabalho dos outros é crime, que condenar à miséria contingentes crescentes da humanidade também é, poderíamos defender os testes nos banqueiros, grandes industriais e seus lacaios. Se a legislação que defende a pesquisa utilizando animais está errada, mais errada ainda está a lei que libera a exploração e a miséria, a propriedade privada e a concentração de riqueza.

Mas, isso serve apenas aos pobres. Não defendo bandidos e assassinos: mas não defendo nem os pobres e muito menos os ricos, e muito menos ainda os assassinos de farda. Estes não fazem muita questão mesmo em saber se são ou não criminosos: basta ser preto e estar na periferia, ou em algum lugar das cidades em que pretos e pobres não devem estar. Matam e um monte de gente imbecil festeja… O extermínio da população pobre e negra nas periferias das grandes cidades é a expressão maior e mais abominável dessa gente toda, que vê “muito espírito o feto e nenhum no marginal”, como cantaram Gil e Caetano, ou que vê muita vida nos cachorrinhos e nenhuma em seus semelhantes.

No caminho para São Roque a classe média histérica e branca passou, sem dúvida, por uma porção de gente violentada pela miséria, com fome, sem casa, sem nada além da carcaça do corpo, numa condição mais indigna que a dos animais do tal instituto. Mas estes devem morrer. Carregam no código genético a desonra e a tendência à criminalidade. Destes devemos ter medo.

Isso é que deve explicar uma senhora que chorava compulsivamente, sentada na grama, agarrada e acariciando um dos cachorros. Fosse uma criança sem teto ela chamaria a polícia.

Vem à mente uma música de Dusek, dos anos 1980, que naquela época era pra rir, mas se torna para esse povo como que um hino progressista:  “troque seu cachorro por uma criança pobre!”

Tenho medo dessa gente, sinceramente. Fui acusado de ser pessimista com relação às manifestações que ocupam o Brasil desde julho. Sou pessimista porque não vejo com a mesma nitidez de outros seu caráter progressista. Claro que há contradições aí, mas esse texto não é o lugar de explorá-las.

Vejo nas ruas, em sua maior parte, uma classe média rançosa, preconceituosa, fascistizada e facistizante.  Desde os que, bem intencionados, defendem bandeiras moralistas e equivocadas, que não tocam no cerne dos problemas (fim da corrupção; educação de qualidade etc.) até a maior parte dos mascaradinhos que adotam a violência pela violência, como uma forma de diversão e de parecerem rebeldezinhos nos seus círculos pequeno burgueses.

Continuemos assim. Quem sabe, já que estou musical hoje, consigamos chegar mais rápido à situação que a música do Titãs colocava como fim. Um fim que não vai dar razão a ninguém: “oncinha pintada, zebrinha listrada, coelhinho peludo, vão se f…”. Isso inclui os cachorrinhos e todos nós. Ficam somente os bichos escrotos.

Que a classe média rançosa admiradora da Rota e os verdinhos  não se animem: apesar vocês serem bem escrotos, me refiro apenas às baratas e similares.

 

 

 

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18 comentários sobre “Os bichinhos peludos e os bichos escrotos

  1. A velha história de que as madames defendem cães e não crianças, na verdade e no geral, quem não defende animais não defende nem crianças, nem pessoas, o que apregoa com isso é um novo paradigma de onsumo, nao animal, mas vegano e humano e menos consumista.

  2. Gosto de ti, vc sabe, foi meu professor, mas seria vc que está ficando um branco de uma classe média rançosa?
    Todos estes que te parabenizaram, será que também não passam no dia a dia por classes miseráveis e nem se quer se dão conta?
    Claro é sua opinião e é sua ética que os demais seguem sem questionar, então entenda, meu querido amigo, e te considero um grande amigo mesmo, vc sabe, tente entender uma ética diferente da sua não , porque também tenho de medo de pessoas comoa que você parece estar se tornando.
    A demais, deixe os animais para quem entenda deles
    Deem uma lida em outros filósofos com opiniões é éticas contrarias Como a Dr Sonia felipe, que esteve na metodista para falar exatamente sobre este assunto;

    http://www.pensataanimal.net/arquivos-da-pensata/38-soniatfelipe/166-vivisseccao-um-negocio-indispensavel-aos-qinteressesq-da-cienciaq

    te adoro Cesar,entro aqui para ver seus textos, você é sensacional, menos quando fala sobre assuntos que Acha que conhece, não se torne rançoso ok, senão não vais ter mais graça ver suas aulas .
    Grande abraço Mestre

    1. Oi Simone
      você bem sabe que respeito quem é sério nesse e em qualquer outro movimento. E que respeito você e sua militância. Mas, fora o tom irônico do texto, não penso que esteja fazendo o mesmo discurso e tomando a mesma posição dos que critico. Não sou, sem dúvida, um grande conhecedor de coisa alguma, inclusive dessa questão. Mas bem sei que não há a tal tecnologia alegada por alguns defensores da eliminação imediata desses testes. Isso fui buscar com quem conhece a coisa de fato. E tenha certeza de que ficarei bastante feliz quando isso ocorrer. Agora, a classe média rançosa é fascista e você bem sabe que estou bem distante disso. Ela não defende a vida. É a que defendeu ao longo da semana os testes em um determinado grupo de humanos. É a que silencia frente ao extermínio dos pobres. Ela é bem diferente de mim, bem diferente de muitos dos nossos camaradas, bem diferente de você, pelo pouco que pude conhece-la. Daí que o que escrevo e pratico não é ranço: é luta de classes, assim como Althusser definiu a filosofia, como luta de classes na teoria. A prática teórica e a prática política estão voltadas para algo muito maior, que não despreza os demais animais, mas vê, como condição desse respeito, a necessidade de outro tipo de sociedade. Se você reler o texto vai perceber que ele não faz a defesa dos testes em animais. Ele faz a crítica de um certo grupo de gente que não defende nada, a não ser o próprio umbigo.
      beijo.

      1. Fala Cesar

        Nem todas as pessoas agem da mesma forma, sua critica aos ativistas não separou “estes” “daqueles”. Infiltrados há em todo movimento, os que só foram pela raça, os que só foram pelos holofotes. Mas não é a classe media branca rançoso(no todo) que defende animais ou que pede que os testes sejam feitos em presidiários(como já ouvi muitas vezes)também, a questão é que a mídia aproveita essas vozes destoantes do movimento, para criar artigos que alegam que os ativistas não sabem o que estão fazendo.

        Seu artigo dá, e antes de responder a primeira vez eu o li várias vezes e, ao invés de ignorar como fiz com o outro, resolvi responder porque me incluo na lista ativista , porque tal como vc, não se trata de opinião pessoal , mas de contatos que possuímos com quem realmente entende do assunto.

        Se vamos criticar determinados grupos, tudo bem,mas dizer que que ” é a sobrevalorização dos demais animais, ao mesmo tempo em que se despreza a vida humana.”, é realmente envolver todo o movimento como um bando de tontos que preza os animais e esquece a vida humana, o que não é verdade.

        Nós, os “Verdinhos”, como vc coloca, temos apenas mais um trabalho/preocupação além da vida humana – que muitos militantes que se dizem preocupados com ela na verdade estão é se lixando, não tem: a vida dos animais.

        Nós, os verdinhos, não somos responsáveis pela miséria, nós os verdinhos histéricos, não somos responsáveis pela fome, mesmo que alguns dos caras que responderam aqui achem isso, infelizmente, baseados nos seu artigo, talvez eles não tenham, entendido rsrsrs

        Grande abraço Mestre
        Simone

  3. Ouço com uma frequência assustadora das crianças a ideia que deveríamos ter pena de morte no Brasil, mas essa semana escutei que deveríamos testar os produtos cosméticos em mendigos e nas prisões… é mesmo preocupante a visão da classe média sobre o valor da vida humana e sobre como eles conseguem facilmente se isentar da responsabilidade de mendigos e prisioneiros existirem…

  4. Gostei do termo verdinhos histéricos, os animais ficaram assustados
    com a forma de eles invadiram o espaço, existem outras maneiras de
    protestar!

  5. Estou com a coluna ferrada, não sou atendido por nenhuma entidade , estou duro , por favor venham invadir minha casa e levar-me ao hospital para ser tratado , no minimo como estes “peludinhos fofos” Estou indignado como ser humano e animal mais ou menos racional tratem-me por favor como os cães!

    1. Oi Mauro

      Pois é, talvez vocês “não verdinhos” precisassem ser mais “histéricos” para que o mundo fosse um lugar melhor , afinal, a vida de vocês é bem mais fácil que a nossa, vocês só tem uma espécie para se preocupar: a humana.

      Mas fique tranquilo, que o pessoal aqui do blog vai te ajudar, não queira que nós os “verdinhos”, façamos, além do nosso trabalho, o trabalho de de todos vocês, seria muita falta de vontade deles né? Então cedemos a vez para que vocês se auxiliem mutuamente e aliviem o nosso fardo de vez em quando.

      Espera que a Marli, o Cássio, a Larissa e os demais irão te ajudar ok

      fique na paz

  6. Olá Cesar…
    Assim como Simone entro aqui regularmente para ler, e até mesmo, roubar algumas de suas ideias. Outro dia mesmo imprimi um de seus textos, muito lúcido por sinal, sobre o Conhecimento e Transformação Social, para discutir com meus alunos acerca da ineficiência da educação como instrumento de luta de classes. Balela.
    Concordo que muito equivoco tem sido considerado como discurso de salvação etc etc etc.
    O que não invalida nossa tarefa de encarar uma sala de aula como uma boa oportunidade de discutir a “realidade” (e isso tenho feito) ou a situação catastrófica da realidade da periferia em que atuo. Althusser? Tenho utilizado. Gramsci também, embora você possa discordar dele talvez. É interessante apresentar a possibilidade de destronar a filosofia de seu pedestal da tradição e colocar diante de cada um a capacidade de pensar, refletir a realidade criticamente.
    Pois bem, Tenho dito a eles que filosofar é refletir sobre a poluição do córrego que corre nos fundos de nossas casas etc.
    Louvável? Sei lá …
    Assim com não sei também se desqualificar o trabalho de muita gente séria que trabalha na defesa animal seja igualmente louvável.
    Outro dia na escola cortaram o rabo de um gato. Isso, um mísero gato… O bicho foi parar na minha sala – na ultima aula de uma sexta feira. Acudido devidamente o bicho foi socorrido ( hoje pertence a uma das professoras). Aproveitei e conversei com minha turma sobre a questão da ética antropológica e não a ética para a vida de forma global. Foi bom.
    O que quero dizer é que, isso não invalidou de forma nenhuma nossas discussões acerca da necessidade de transformação da sociedade .
    Pois é. Não tenho seu quilate no que diz respeito a luta de classes ou ao ensino ou outra coisa qualquer, mas, vou continuando por aqui tentando avançar.. Louvável? … sei lá … Abraços Cesar.
    Antonio Simões.

    1. Meu camarada Antônio
      você me superestima, assim como o fez a Simone. Não tenho quilate algum nisso ou naquilo e você me conhece bem pra saber que sempre conversei de igual pra igual com você e com quem quer que seja.
      Veja: meu texto não desqualifica quem preocupa-se com a vida animal, o que inclui os humanos. Meu texto reage a um considerável grupo de fascistóides, presentes em todos os cantos, inclusive nos movimentos de defesa da vida, seja ela qual for.
      Também procura levantar os desafios do desenvolvimento de novas tecnologias e a desinformação generalizada sobre as necessidades das pesquisas. Ontem mesmo, num programa de TV, vários entrevistados, que estavam à frente do movimento de São Roque, revelaram um aprofunda ignorância neste sentido. Não basta pregar a eliminação das pesquisas com utilização de testes em animais. É necessário criar alternativas e isso é muito mais complicado do que parece. Que há abusos não tenho dúvida. Mas que sem esses testes em animais e até mesmo em grupos selecionados do animal da espécie humana a vida estaria mais complicada também é verdade.
      Meu texto destrata a histeria de quem defende os demais animais e despreza os demais humanos. Dos que olham pra carroça cheia de papelão e sofrem pelo cavalo, mas nem ligam para os humanos que em condições precaríssimas vivem. Isso não quer dizer que quero que o cavalo se exploda… Mas há algo muito errado quando temos essa visão parcial e não da defesa da vida em conjunto! É disso que se trata.
      Enfim, jamais agradamos a todos e nunca foi minha intenção agradar a todos. Tenho certeza de que esses fascistóides histéricos, os poucos que leram o texto, para os quais foi escrito o texto, devem ter entendido bem o recado. Não tenha dúvida disso: recebi um monte de mensagens grosseiras por e-mail, facebook e aqui no blog. Ri muito delas todas, mas valeria chorar da mesma forma. Apenas me disponho a responder a gente como você, a Simone, enfim, gente que merece o debate e que sei que tem seriedade. Já disse isso pra Simone e repito aqui: o texto não foi escrito para vocês.
      Grande abraço meu amigo e sigamos na luta. Isso é louvável (como você dizia na sua mensagem)? Se é ou não, não importa. É necessário combater por todos os meios. Isso importa.

  7. Respeitar ao próximo (seja ele humano ou nao humano) como a si mesmo é a base de tudo. E a minha pergunta fica aqui para reflexão de cada um dos que leram, dos que escreveram (incluindo o autor deste texto), dos que estão agora em frente ao computador: O que você esta fazendo para mudar o mundo e construir sem egoísmo um futuro melhor?

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