As três principais candidaturas são iguais?

Cesar Mangolin

Observação preliminar: O texto ficou mais comprido do que pretendia, mas ainda assim com a linguagem própria que uso no blog, com formulações que mereceriam, sem dúvida, melhor explanação. A intenção principal é dar alguma explicação para pessoas que questionam minhas posições tomadas recentemente e que não são militantes. Mas também serve para dialogar com militantes, como tenho feito nos últimos meses. Peço encarecidamente que compreendam a crítica que faço às organizações da chamada ”esquerda revolucionária” como uma crítica feita pela esquerda e com a franqueza que marca a relação entre camaradas. Temos uma boa polêmica aí… Apenas faço a observação para que os vários amigos e amigas militantes não tomem nada aqui como algo pessoal (em particular meus camaradas do PCB) e para que nenhum tucano, marinero ou qualquer outro tipo de gente pelega e desprezível use meu texto para a crítica (sempre rasteira) pela direita.

Há um discurso consensual entre algumas organizações da esquerda que afirma a igualdade de projeto das três principais candidaturas à presidência da República. Na propaganda eleitoral desse período essa afirmação aparece na formulação sintética de que todos são iguais – candidatos e partidos ou coligações -, o que leva à compreensão de que a eleição de qualquer um deles significa, na prática, a mesma coisa.

Já que estamos às vésperas das eleições, vale procurar dar uma resposta rápida e inteligível aos que não são do meio (me refiro à militância da esquerda), como uma maneira de participar do debate e também como única e limitada forma (infelizmente) que me resta de participar nesse momento da vida política prática.

As referidas organizações são os partidos e demais agrupamentos que se intitulam a “esquerda revolucionária”, que possuem o mérito de manterem, afirmativamente, a bandeira do socialismo e da necessidade do processo revolucionário vivos, mas que (e por razões diversas) não conseguindo participar das lutas concretas e das contradições realmente existentes em nossa conjuntura, atuam negativamente com relação à própria possibilidade de avanço desse processo. São partidos como o PCB, o PCO, o PSOL e o PSTU, mais uma infinidade de “coletivos”, “agrupamentos”, “ligas” e outras coisas que possuem, cada qual a sua maneira e de forma cada vez mais isolada, um belo discurso revolucionário e “vanguardeiro”. Quanto menores e mais distantes da realidade, mais esses pequenos grupos se apresentam como os portadores da verdade revolucionária.

Confundindo a realidade objetiva com a própria vontade (como é próprio do esquerdismo) esses grupos confundem o objetivo revolucionário (estratégico) com as mediações necessárias e cambiantes de cada conjuntura (a tática): ao afirmar a necessidade da revolução, afirmam também que as condições para que ela ocorra já estão presentes, atribuindo aos traidores da classe (como é próprio do trotskismo) ou a pequenos ajustes conjunturais a razão do seu atraso. Não é raro dirigentes dessas organizações verem a “protoforma do proletariado revolucionário” em ação nas ruas, mesmo quando temos apenas uma manifestação massiva e plena de contradições com tendências majoritárias à direita como foram as tais “jornadas de junho”. O revolucionarismo pequeno-burguês, mesmo que tenha participado daqueles eventos à reboque e a duras penas com seu reduzido número de militantes, tende a ver-se como a essência cristalina e pura da transformação como mero ato subjetivo da vontade. Não conseguiram explicar até hoje como o “proletariado revolucionário” das ruas de junho aparece agora, nas urnas, como eleitores de Aécio Neves e de Marina Silva… Insistem apenas em proclamar-se os fiéis representantes da “rebeldia das ruas”…

É a partir desses equívocos que a proclamação da igualdade das candidaturas que se apresentam com possibilidade de vitória ganha espaço. O argumento é bem simples e de lógica formal, embora mude um tanto aqui e ali e tenha sempre um suposto estudo de base da nossa formação social e da nossa conjuntura como referência. Sinteticamente funciona assim: 1 – as contradições geradas pela ordem burguesa apenas podem ser resolvidas plenamente pela via revolucionária e pela construção do socialismo; 2 – as três candidaturas que têm possibilidade de ganhar as eleições formariam governos em prol do capital; 3 – portanto, se nenhuma das três encampa a ideia da revolução socialista, todas elas são uma única e mesma coisa.

Despidas da parafernália das citações e de afirmações sem fundamento próprias dos programas de cada uma dessas organizações (e de qualquer outra, sem dúvida), a coisa fica simples assim, quase infantil… Ou plenamente infantil.

Premissas justas para conclusões equivocadas, como diria Lênin. Os pontos 1 e 2 são premissas bastante justas e correspondem à realidade objetiva. A conclusão (ponto 3) é o equívoco. Mas ainda assim o argumento permanece infantil. Para abusar de Lênin, não foi a toa que juntou ao termo “esquerdismo” a qualificação de “doença infantil” do comunismo. Livro, aliás, infelizmente pouco lido…

Constatar que os governos de Lula e Dilma serviram ao grande capital é como afirmar com tom de descoberta científica que fogo queima e água molha. Não apenas o de Dilma e Lula, mas também os de FHC, de Collor, de Sarney, os dos generais da ditadura… Para marxistas deveria ser bem óbvio que, dentro da ordem burguesa, não apenas o Estado, mas toda a estrutura jurídico-política serve ao grande capital. O mesmo serve também para o tratamento dos limites dos processos eleitorais dentro dessa ordem.

O que falta aqui é perceber, a partir da análise da nossa conjuntura e não da que a vontade desejava que existisse, que a ordem burguesa, assim como o processo revolucionário, não são estáticos, portanto, são plenos de movimento e de contradições. É tendo como referência o objetivo estratégico que as mediações com a vida real precisam ser construídas. Isso significa participar da vida e das lutas do cotidiano dos trabalhadores, das condições severas e adversas que abrem as possibilidades de avançar um passo aqui e recuar outros ali. Significa atuar em todas as contradições possíveis dentro da ordem burguesa, no sentido de aguçá-las.

Um exemplo: dia desses li um documento de uma dessas organizações, escrito por um quadro experiente. O documento afirmava que o anúncio da possibilidade do plebiscito por uma constituinte e pela reforma política era um oportunismo do governo e, portanto, seu partido não deveria participar. Como justificativa, havia um longo e choroso histórico da tentativa de fazer algo parecido no início do primeiro mandato de Lula (em 2003), quando supostamente haveria base social para algo muito progressista. Essa possibilidade, no entanto, não se realizou: Lula preferiu negociar com o grande capital. A conclusão, óbvia para a lógica formal, é que se não fizemos lá em 2003 (com a promessa de que seria algo viável e progressista), não devemos participar agora, afinal o parlamento brasileiro é burguês (!) e conservador… Além disso, o plebiscito seria agora apenas um expediente do governo para enganar as massas. Faltou apenas acrescentar: “e retirar-lhes do caminho inexorável e reto rumo ao socialismo!”.

O discurso é, de fato, coerente. Mas sabemos que coerência apenas não resolve e muito menos qualifica nada. Para o mentiroso é muito coerente seguir mentindo…

Podemos tratar de dois pontos de forma rápida:

1º – apenas uma parcela (equivocada) da esquerda (inclusive de fora do Brasil) acreditava que o PT, ao chegar ao governo federal, iria fazer algo para além do que fez: ajustes dentro da ordem, concessões aos trabalhadores, tentativa de privilegiar frações produtivas do grande capital apesar da força da fração financeira… Eu mesmo vi (e me pareceu engraçado), nas primeiras manifestações contra uma suposta “traição” do governo petista , na Assembléia Legislativa de São Paulo, um encontro inusitado: militantes do PFL (atual DEM) e da tucanagem misturados com bandeiras vermelhas das “ligas de alguma coisa” e de partidos trotskistas… Lula foi eleito numa conjuntura em que as lutas populares estavam em alta no segundo mandato de FHC, envolto em perdas salariais, aumento do desemprego, taxas de juros elevadíssimas… Foi eleito fazendo desde a campanha concessões programáticas diversas, com um discurso do diálogo entre as classes, expresso nas ideias do “governo como mesa de negociação contínua”, “de conciliação” e tendo como figura maior o líder carismático travestido de “Lulinha paz e amor” pelos marqueteiros eficientes que cuidaram da sua campanha. Foi aceito pelo grande capital como uma necessidade daquela conjuntura, não para fazer revolução alguma, mas para manter a ordem burguesa, ainda que, para tanto, fossem necessárias concessões como aceitar o ex-operário presidente, um partido do campo da esquerda no governo, mais políticas de distribuição de renda e de inclusão para reduzir a miséria gritante do nosso país. É confundir realidade com vontade afirmar que havia, lá em 2003, base social para algo muito avançado. Mais ainda atribuir a uma suposta traição do novo governo não fazê-lo.

2º) qual o resultado concreto das tais “jornadas de junho”, tão lembradas e distorcidas pelas organizações da esquerda? Além da redução do valor da passagem (os tais vinte centavos de São Paulo), a única medida concreta que veio como resposta por parte do governo foi a promessa do plebiscito e da reforma política… Como negar que a iniciativa é o único resultado concreto, pelo menos até agora, daquele movimento? É óbvio que o governo vai tentar controlar o processo. Mas dizer que as quase quatrocentas organizações populares, sindicatos e mandatos parlamentares que apoiam o plebiscito são apenas correias de transmissão do governo e que vão operar a reforma no sentido de ir contra os anseios populares me parece muito mais fora da realidade do que compreender que é necessário que as organizações de esquerda que mantêm o objetivo socialista precisam atuar nas contradições que fatalmente aparecerão entre os interesses de movimentos populares distintos e os caminhos pretendidos pelo governo. A pressão popular pode, sim, arrancar da ordem burguesa e do seu governo elementos progressistas, que alteram a vida dos trabalhadores, que educam no sentido da organização, que abrem novas possibilidades e contradições.

Enfim, poderíamos desenvolver mais e melhor os argumentos acima, mas me parece que apenas esses dois pontos já podem esclarecer como é frágil o discurso… Da mesma forma que o plebiscito e a reforma política são da ordem burguesa, também são as eleições. Ou pretendiam os “revolucionários” agora fazer o socialismo por plebiscito, já que não o fizeram pela eleição do presidente em 2002?

É atuar na luta política concreta, com as possibilidades com que se apresenta hoje que está em questão. Isso também pode levar a desvios de direita, a adesismos etc.. Mas apenas correm riscos os que se colocam em movimento…

Meu argumento para as eleições e para a negação da suposta igualdade dos candidatos é o mesmo. Não podemos afirmar que os governos Lula e Dilma são a mesma coisa que os governos de FHC. O esquerdismo é leviano e irresponsável quando faz isso. Há, sem dúvida, uma melhora nas condições de vida dos trabalhadores, em particular dos mais empobrecidos. Mudanças que, aliás, têm mudado o cenário de alguns cantões do Brasil, utilizados até pouco tempo atrás como reserva de votos de legendas da direita, como o DEM.

Enfim, não é possível fazer festa para os governos do PT, sem dúvida, como fazem o próprio partido e alguns de seus aliados de sempre do campo da esquerda, como o PCdoB. Mas também não é possível negar que se vive melhor hoje do que no ano 2000… Que o governo serve aos interesses do grande capital não há dúvida, mas isso não nos deve permitir negar que ocorreram mudanças, mudanças qualitativas, que abrem e podem ainda abrir novas contradições, tanto entre frações do capital (a financeira e a industrial, por exemplo), como abre possibilidades para a atuação dos setores mais avançados da esquerda, com possível acesso a áreas e a contingentes de trabalhadores que, tendo necessidades básicas sanadas, abrem-se também para a possibilidade de outras soluções, para além do clientelismo do Estado, pelo menos em princípio para simplesmente ter acesso a condições mais favoráveis de vida.

Lembro, ainda lá no começo do governo, em 2003 ou 2004, ter ouvido Lula dizer algo mais ou menos assim: “esses trabalhadores tendo acesso ao básico aprendem também a querer mais”. Claro que não tomo Lula como uma referência teórica, mas nesse caso ele pode ter razão. O “aprender a querer mais” pode ser tanto criar a dependência direta do Estado e dos seus programas, quanto pode ser também alcançar novas formas de organização, reforçar antigos ou criar novos instrumentos de luta econômica reivindicatória; pode ser também o caminho para que um grande contingente de trabalhadores compreenda, na vida e na luta prática, que há limites nesta ordem e avancem para a luta política mais consequente. Para que isso ocorra necessitamos de organizações comprometidas com a estratégia revolucionária, mas que tenham os pés bem grudados no chão e sejam capazes de participar dessas lutas, desse processo. Vejam que falo do “possível”: isso significa que as contradições que se abrem apenas podem ser resolvidas ou aguçadas favoravelmente aos trabalhadores caso tenhamos uma ação consequente, que saiba apontar a contradição, o caminho de sua resolução e os limites do resultado dentro dessa ordem…. Apenas com forte trabalho inserido e a partir dessas novas possibilidades há construção efetiva de organizações revolucionárias e a possibilidade, no longo prazo, da retomada concreta da perspectiva socialista…

Fora essas novas e as antigas possibilidades, fora as novas contradições que esse ciclo gera, é necessário ter responsabilidade com aqueles que estão mais fragilizados pela pobreza extrema. Ainda que sejamos ainda um país de pobres, esse período recente conseguiu retirar da fome milhões de pessoas. Isso somente é um dado secundário para quem está com o buchinho cheio e olha o Brasil a partir da janela fechada do carro e vê apenas a Avenida Paulista, sonhando com os Champs-Elysées… A manutenção desses programas e a luta popular para que avancem para além disso deve ser uma bandeira de luta das organizações mais avançadas. Programas, como o PAA, que têm incentivado a geração de uma grande quantidade de pequenos produtores rurais, mudando a vida e o cenário de muitas cidades nordestinas precisam ser defendidos.

Enfim, não podemos afirmar que são iguais as três candidaturas principais… E, já que infelizmente não temos condição de eleger para a presidência um projeto mais avançado, me parece mais razoável (embora não seja feliz…) votar e torcer por uma nova vitória petista nestas eleições. Torcer ao mesmo tempo para que ao lado dos nossos militantes da esquerda de hoje se juntem outros milhares de homens e mulheres de luta, para o aprofundamento do que é progressista, para o acúmulo necessário do combate para darmos no longo prazo saltos maiores. Para tanto precisamos de grandes reformulações nas linhas políticas e na composição das organizações de esquerda.

Como conheço bem esse meio (são duas décadas e meia de militância…), tenho certeza de que esse meu texto terá frases isoladas e a pronta condenação por revolucionários de gabinete, prontos já para defenderem o voto nulo no possível segundo turno. Não se deve esperar mais que isso do esquerdismo… Serei chamado de nomes muito feios para quem é militante comunista (reformista e daí pra baixo). Mas também sei que há muitos camaradas vivendo os dilemas do esquerdismo, percebendo que sem a relação com a realidade concreta não há nenhum futuro para essas organizações, e sei que eles saberão compreendê-lo à luz de outras discussões que já tivemos no mesmo tom.

Não defendo, por fim, o “voto útil”: defendo a “utilidade do voto” como condição, nessa conjuntura, para avançarmos em possibilidades, dialogarmos com a realidade e, ao mesmo tempo, retomarmos a responsabilidade sobre o futuro imediato de milhões de trabalhadores, que seriam mais penalizados com uma vitória das outras duas candidaturas.

A ausência de estrutura material e o desigual acesso aos meios de comunicação de massa justificam parcialmente a parca votação das candidaturas da esquerda. Mas devemos também considerar suas dificuldades em dialogar com os trabalhadores há muitos anos e de participar dos problemas e das lutas cotidianas. Ao apresentar apenas o horizonte estratégico (socialista), sem as devidas mediações, essas organizações acabaram por se fechar ainda mais no universo pequeno-burguês que combina com sua linha política escatológica. Orgulham-se de não fazerem política porque assumem o dever (moral) de não lidar com nada que não seja diretamente a revolução. Como ela não chega logo, da mesma forma que para os cristãos Jesus demora em voltar, vivem de apontar os dedos para os que se maculam nas fétidas águas da realidade objetiva. E tocam a vida satisfeitos e plenos de razão… Portam-se como quem chega virgem aos 100 anos e nada mais lhe resta a não ser autovalorizar a própria pureza, ainda que ninguém se importe com isso.

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6 comentários sobre “As três principais candidaturas são iguais?

  1. Como sempre mais um ótimo artigo.
    Estamos num afunilamento político, a dificuldade em escolher o candidato “ideal” é perceptível em todas localidades. O que está resultando em decisões à partir das pesquisas veiculadas pelos meios midiáticos, ou seja, as pesquisas tendenciosas é que estão decidindo o rumo dessas eleições.
    Nos tornamos reféns das decisões de uma sociedade alienada, construída no decorrer das ultimas décadas.
    Uma sociedade que esqueceu a importância do voto. Que esqueceu como conseguiu o direito ao voto após a Ditadura.
    O resultado é o que presenciamos hoje. Uma sociedade que acha normal votar em pseudos políticos palhaços, afinal, votando neles, “pior do que está não fica!”.
    Chegamos a essa tríade de possíveis candidatáveis que na melhor das hipóteses vão manter a atual forma de gestão política e econômica do país.
    Chegamos a esse momento, tendo que deixar de lado nossas antigas lutas e recuar um degrau, para tentar avançar no futuro, esperamos que seja próximo, e voltar à luta por uma política que realmente trabalhe em prol de todos e não somente pelo bem estar de alguns.

  2. Camarada. De outro lado, há um denominador comum entre as três principais candidaturas que merecem ser denunciado: o rentismo que fez com que o PT aderisse à hipótese da possível “reforma gradual” amalgamada com um “pacto conservador” – para usar as categorias com as quais André Singer trata o “lulismo” -, foi a mesma subjacência que guiou a social-democracia do PSDB ao [neo]liberalismo e foi a mesma, por fim, que levou Marina a capitular diante de todas as concepções que contrariavam o programa do PSB e fez deste apenas uma legenda de aluguel. Assim, a candidata governista, o PSDB e Marina adotam a estratégia de não contrariar em nada o grande capital, imaginando que um sobrevoo acima das classes e que difunde, para todas elas e para seus estratos mais nuançados, respectivas fatias de bolo. Se uma tática é mais ou menos desenvolvimentista, mais ou menos ortodoxa do ponto de vista liberal, pouco importa, desde que a vereda não leve ao choque com o capital e a hegemonia finaceira saia intacta. Mais do que nunca, há urgência em reafirmar estratégias de esquerdas que não se envergonhem de assim se denominarem; com efeito, as candidaturas do PSOL, do PSTU, do PCB e do PCO foram a melhor mediação que se pôde fazer no momento, a saber, a mediação da chama que, a despeito de tudo, não se apaga e que não se rende ao bloco de hegemonia financista [leia-se PT e PSDB].
    Sua reflexão foi ótima e com debates no nível que você propõe, nossa imaginação dialética alcançar bons frutos. Parabéns.
    Anderson.

  3. César, Excelente artigo se a moda do Marinismo com esse psudo bandeira burguesa modista da ecologia, que transitam entre o ridículo tucanismo tranquedista com seu espírito coronelista nunca larga o osso da velha oligarquia nacional, e banhada neste neoliberalismo privatizante a tucanada burguesa e irresponsável luta luta “contra” e petismo vendido aos interesses do grande capital e ordem burguesa. Isso só nos mais forte na luta pelo socialismo camarada. Abraço…..

  4. Este texto além de ótimo, foi visionário: postado antes do 1º turno, já anteveu quais as condições do país na disputa por dois projetos societários no segundo turno que está deixando o “esquerdismo” louquíssimo.
    É muito ruim ver colegas de luta antes sensatos (ao menos, pareciam), agora apoiarem a candidatura do PSDB por puro antipetismo, por uma questão de “traição da classe operária”. TODXS deveriam ler este texto!

    Parabéns! Texto necessário!

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